Em algum momento desse percurso, fui perdendo o costume de escrever. Foquei tanto na imagem que as palavras foram ficando para trás. Mas me encontro uma mudança de fase da minha vida, como já passei por muitas. E, para mim, essas mudanças de fase são as melhores oportunidades para rever hábitos, padrões de comportamento, metas e objetivos. Com isso, a vontade de escrever voltou com tudo. E por isso criei esse blog. Não para escrever sobre um tema em específico, como já fiz antes, mas para escrever sobre minhas idéias, meus pensamentos, minhas opiniões.
Escrever ajuda a colocar os pensamentos em ordem, principalmente quando temos tanto acontecendo ao nosso redor. Escrever desenvolve as nossas capacidades de comunicação. E como profissional da comunicação, julgo como uma das mais importantes habilidades para o ser humano, que vive em sociedade.
Escrever também expõe. Pode gerar conhecimento e conflito ao mesmo tempo. Pessoas com idéias opostas entram em guerra frequentemente, pois não concebem a possibilidade de estarem errados. Exposição pode ser assustador. Uma vez li um quadrinho, em que um homem perguntava a um sábio, qual o segredo da felicidade. O sábio respondeu: "Guarde suas opiniões para si mesmo". E o homem questiona sobre a nossa responsabilidade para fazer com que as coisas ocorram de maneira correta. E o sábio responde: "Queres ser feliz ou queres estar certo?". Em momentos de crise, vemos muitos conflitos de idéias, principalmente nas redes sociais. É fácil nos abstermos de opinar justamente para não entrar nessas guerras. Porém, desta forma também nos abstemos de lutar pelo o que queremos. E opiniões opostas não são ruins, desde que sejam embasadas por argumentos reais.
Eu tenho medo de exposição. Mas aqui, quero me desafiar e me expor um pouquinho, com o que penso. E deixo claro que minhas opiniões são embasadas no meu conhecimento atual. Nada impede que argumentos fortes as coloquem em debate.
O outro motivo que me fez criar esse blog é voltar a escrever em português. Morando no exterior, acabamos utilizando bem menos a língua. É claro que tenho amigos brasileiros por aqui, com quem converso em português. E as redes sociais nos mantém em contato fácil com familiares e amigos no Brasil. Mas não é a mesma coisa. Acabo utilizando muito mais o japonês e o inglês por aqui e chego até a esquecer palavras em português. Assim, o exercício torna-se necessário.
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